Depois das loucuras simultâneas, Lacan se interessou pelos distúrbios da linguagem escrita ao apresentar ainda um caso de paranóia feminina . (...) Tratava-se de uma certa Marcelle, (...) que se considerava Joana d´Arc e queria regenerar a França. Ela julgava que seus escritos tinham um valor revolucionário : "Faço evoluir a língua", "é preciso sacudir todas essas velhas formas" (...). Eis uma amostra de seus escritos "inspirados":
Paris, aos 14 de maio de 1931. Sr. Presidente da República (...) em em vilegiatura nos pães-de-mel e nos trovadoces, Sr. Presidente da República invadida de zelo, Gostaria de tudo saber para vos fazer o mais camundongo logo poltrão e canhão de prova mas estou demasiado longe para adivinhar. Maldades que se fazem aos outros convém adivinhar que meus cinco gansos de Vals são descompostura e que sois o bobão da Santa Virgem e de perdão literário. Mas é preciso tudo reduzir da nomenclatura de Alvergne pois sem lavar as mãos em água de rocha se faz mijadura em leito seco e madalana é sem trair a putinha de todos esses de fresca barba por ser o melhor de suas oraies n a voz é doce e a pele fresca. Gostaria de ter amaldiçoado tougnate sem causar o prejuízo de vida plenária e sem custo se faz polícia judiciária. Mas é preciso espantar o mundo por ser o velhaco maldito de barbaranela e sem leito se faz tougnate.
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