domingo, 18 de outubro de 2009


2- MUDAR O MUNDO

Na conclusão de minha primeira conferência citei que “a concepção humanística considera uma criança (...)” Em outro momento, ele foi além desenvolvendo essa imagem observando que “ o solo e a liberdade requeridos para o crescimento de um homem são incomensuravelmente mais difíceis de se descobrir e se obter. .. e o completo crescimento que pode ser esperado, não pode ser definido ou demonstrado; ele é sutil e complexo, só pode ser sentido através de uma intuição delicada e vagamente apreendido pela imaginação e pelo respeito. (...)

“A educação deveria ser guiada pelo espírito de reverência , por algo sagrado indefinível , ilimitado , algo individual e estranhamente precioso, o princípio crescente da vida, um fragmento encarnado do obstinado esforço do mundo”.

Wilhelm von Humboldt :

toda cultura brota única e imediatamente da vida interior da alma e só pode ser estimulada a partir da natureza humana, e nunca produzida por maquinações externas artificiais.... o que quer que não brote da livre escolha do homem, não penetra em seu Ser mais profundo, mas ainda permanece estranho a sua verdadeira natureza. Nesse caso, o homem não atua movido com energias verdadeiramente humanas, mas apenas com exatidão mecânica”.

Se colocarmos a natureza humana sob essa luz:

“todos os camponeses e artesãos poderiam ser elevados à condição de artistas, ou seja, homens que amam o seu trabalho em si mesmo, o tornam melhor através de seu gênio plástico e de sua habilidade inventiva. Deste modo, eles cultivam o intelecto, enobrecem seu caráter e exaltam e refinam seus prazeres.”

A oposição de Russel à prática educacional coercitiva estava ligada ao seu desejo de uma reconstrução radical da sociedade, “uma eliminação de todas as fontes de opressão, uma liberação das energias construtivas do homem, com um modo totalmente novo de conceber e regular as relações :

“ Em meio aos mitos e às histerias de ódios que se opõem, é difícil fazer a verdade atingir as massas das pessoas, ou mesmo espalhar o hábito de formar opiniões baseadas em evidências e não na paixão. No entanto, em última instância, é nestas coisas, e não em qualquer panacéia política, que as esperanças do mundo devem residir.”

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