Sim, estou apaixonado por Macabéa, a minha querida Maca, apaixonado pela sua feiúra e anonimato total pois ela não é para ninguém. Apaixonado por seus pulmões frágeis, a magricela. Quisera eu tanto que ela abrisse a boca e dissesse:-Eu sou sozinha no mundo e não acredito em ninguém, todos mentem, às vezes até na hora do amor, eu não acho que um ser fale com o outro, a verdade só me vem quando estou sozinha.
Maca, porém, jamais disse frases, em primeiro lugar por ser de parca palavra. E acontece que não tinha consciência de si e não reclamava nada, até pensava que era feliz. Não se tratava de uma idiota mas tinha a felicidade pura dos idiotas. E também não prestava atenção em si mesma : ela não sabia. (Vejo que tentarei dar a Maca uma situação minha : eu preciso de algumas horas de solidão por dia senão “me muero”).
(...)
Silêncio.
Se um dia Deus vier à terra haverá silêncio grande.
O final foi bastante grandiloquente para a nossa necessidade ? Morrendo ela virou ar. Ar enérgico? Não sei. (...) No fundo ela não passa de uma caixinha de música desafinada.
Eu vos pergunto:
- Qual é o peso da luz?
E agora (...) Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas- mas eu também?!
Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.
SIM.
Se um dia Deus vier à terra haverá silêncio grande.
O final foi bastante grandiloquente para a nossa necessidade ? Morrendo ela virou ar. Ar enérgico? Não sei. (...) No fundo ela não passa de uma caixinha de música desafinada.
Eu vos pergunto:
- Qual é o peso da luz?
E agora (...) Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas- mas eu também?!
Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.
SIM.
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